Brasil é um dos cinco países mais atacados por hackers no mundo

Brasil é um dos cinco países mais atacados por hackers no mundo
28 jul

Com uma enorme crescente no uso de equipamentos com acesso à internet o número de ataques cibernéticos está cada vez maior, somando-se isso as pessoas desatentas em relação ao uso da rede e aplicativos, está resultando em um ambiente frágil aos mais vários tipos de crimes.

 

Não só as pessoas físicas, mas principalmente as empresas estão cada vez mais no alvo dos hackers. Segundo o relatório anual Norton Cyber Security Insights, em 2016 os ataques cibernéticos tiveram uma alta de 10%, no Brasil 42,4 milhões de pessoas e empresas foram afetadas, com prejuízos estimados em R$32,1 bilhões.

Recentemente o método mais utilizado é o sequestro de dados de servidores de pequenas e médias empresas. Os hackers criptografam os dados e exigem um pagamento em bitcoins para disponibilizar os arquivos novamente.

 

Segundo, André Miceli, professor do MBA de Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV) “as grandes empresas já dedicam uma parcela de seus orçamentos de tecnologia para segurança. Isso ainda não acontece nas pequenas e médias. Assim como no mundo ‘físico’, os criminosos procuram facilidade, então essas empresas acabam caindo nessa situação com mais frequência”.

 

O Professor afirma que o país foi o quarto mais atacado em 2016 e que estes ataques devem aumentar ainda mais. Nos próximos anos dispositivos conectados a carros, residências e até equipamentos da área da saúde podem sofrer ataques.

 

Miceli, ainda afirma que “nos próximos anos, certamente veremos a explosão do número de elementos conectados. Bombas de insulina, cardioversores, marca-passos terão acesso à internet. Aceleradores e pilotos-automáticos de automóveis, controles de casa como aparelhos de ar-condicionado e fogões também. Teremos mais oportunidades para invasões e certamente os criminosos irão aproveitá-las para fazer dinheiro”.

 

Para evitar esse tipo de problema, o professor lista três principais ações:

 

– Estar atento a possíveis ataques — Você pode receber e-mails pedindo recadastramento de senhas bancarias ou outros tipos de informações e pode acabar enviando seus dados a pessoas mal-intencionadas. Para prevenir-se, evite abrir e-mails de remetentes desconhecidos e na dúvida verifique se aquele e-mail recebido é de fato da empresa que parece ter enviado. Não instale nada em seu celular, computador e demais equipamentos sem ter a certeza da procedência do aplicativo.

 

– Utilizar senhas seguras — Senhas longas e com caracteres especiais são mais seguras, principalmente no caso de ataques de programas que testam a senha uma a uma, técnica chamada de “força bruta”. Também procure sempre configurar bloqueio automático em seus dispositivos. Dificultando assim o acesso de pessoas não autorizadas.

 

– Armazenar seus dados de forma segura — Um bom exemplo é a configuração de um backup. Existem diversas ferramentas que podem ser utilizadas e atualmente as mais comuns são as de backup em nuvem. Isso vai garantir que você tenha acesso fácil ao seus dados de volta caso você os perca seja por um ataque ou por qualquer outro motivo.

 

Ainda segundo Miceli, tudo o que vimos em 2016 deve se agravar, com ainda mais pontos críticos: ameaças visando meios de pagamento, aos arquivos em nuvem, à todos dispositivos moveis e a todas as novas coisas conectadas à internet (ioT).